SYNERGY – o novo setup de Marcio Buzelin

SYNERGY – o novo setup de Marcio Buzelin


jota-quest-capaNovo setup do tecladista do Jota Quest aposta na integração e facilita logística e performance para a turnê de Pancadélico

Gravado em Belo Horizonte e mixado em Los Angeles, Pancadélico é o novo álbum de estúdio do Jota Quest, oitavo da carreira, com sonoridade que reafirma sua verve original pelos caminhos da black music (funk, disco, soul), e ampliando horizontes de seu pop rock em reggaes e classic-balads.

Produzido pelo norte-americano Jerry Barnes, que assinou também o antecessor Funky Funky Boom Boom, e colaborações que vão dos gringos Nile Rodgers (Chic, Madonna, Duran Duran, Daft Punk) e Stuart Zender (Jamiroquai, Gorilazz, Mark Ronson), aos brasileiros Anitta e Arnaldo Antunes, “Pancadélico” teve trabalhos iniciados em abril de 2015, reunindo em estúdio em o quinteto PJ, Paulinho Fonseca, Márcio Buzelin, Marco Túlio Lara e Rogério Flausino e o produtor Jerry Barnes.

Da gravação do disco para o show, muita coisa mudou em termos de equipamentos, principalmente para o tecladista Márcio Buzelin, que inaugurou um novo sistema, denominado por ele como Synergy. Composto por equipamentos Roland, suporte Gibraltar e cabos Whirlwind, feitos sob encomenda, o Synergy foi desenvolvido pelo músico para facilitar a logística das turnês sem perder qualidade de áudio, simplificando processos e integrando equipamentos.

 

dsc01735Synergy

O ponto central do Synergy, sistema arquitetado por Marcio Buzelin utilizando somente equipamentos Roland, é o RD-800. O tecladista o usa como piano digital e como controlador, acessando os timbres do Integra7 e disparando samples do SP-404, ambos em um rack nos bastidores. O Integra7 possui quase dois mil sons utilizados durante os 20 anos de carreira do Jota Quest, inclusive do primeiro álbum: “usei praticamente só o JV-1080 nesse disco e ele tem todos os timbres ali, além da tecnologia SuperNATURAL”, afirma Buzelin. O sampler utilizado é o SP-404 utilizado para disparar samples dos teclados que não estão no show.

No palco, para sons de Hammond, o tecladista usa o Atelier Combo, que possui drawbars similares aos do original e permite edição. Para simular, emular e criar novos timbres, Buzelin utiliza dois JD-XA. “Esse é um dos melhores teclados que a Roland já lançou porque é híbrido, com quatro partes analógicas e quatro digitais”, afirma. Para rechear os equipamentos, foram baixados os tones das linhas SH, Jupiter e Juno 106.

Como os baixos da banda foram gravados com os sintetizadores clássicos SH-01 e SH-02, da década de 1980 e que não aguentam mais a estrada, a solução encontrada foi utilizar o System1 com sistema plugout, que simula com precisão esses equipamentos. “É como clonar a mesma tecnologia desses teclados. Os vocoders originais são reproduzidos pelo Vocoder VT-3. O áudio de todo esse arsenal sonora é enviado para um V-Mixer M-200, a fim de mandar todos os teclados já em dois canais, “tudo equilibrado, equalizações, ganhos etc, para simplificar a vida dos técnicos’, conta o músico.

Para o retorno, o sistema utiliza o M-48 Live Personal Mixer, “que poupa o trabalho de ficar pedindo para o roadie pedir ao técnico para aumentar ou abaixar o volume de determinados instrumentos em um show”. Produzido sob medida pela Gibraltar, o suporte dos teclados tem forte apelo visual e conceitual, além detrabalhar a favor da ergonomia e da facilidade de acesso.

Para saber mais sobre o sistema Synergy e tudo sobre os tecladistas, acesse www.teclaseafins.com.br, a revista digital gratuita do universo das teclas.

 


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